terça-feira, 9 de março de 2010

Movimento GLBT decide mudar para LGBT

Para grupo, mudança significa dar mais destaque para reivindicações das lésbicas.Grupo votou neste sábado propostas que devem ser incluídas na Carta de Brasília.

A 1ª Conferência Nacional de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais decidiu neste sábado (7) padronizar a nomenclatura usada pelos movimentos sociais e pelo governo, junto com o padrão usado no resto do mundo; em lugar de GLBT, a sigla passa a ser LGBT: Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transsexuais. Para o grupo, a mudança significa dar mais destaque para as reivindicações das mulheres lésbicas. “Era uma demanda antiga do movimento das lésbicas organizadas”, explica o presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), Toni Reis. Segundo reportagem da Agência Brasil, além da plenária, o sábado foi de atividades nos grupos de trabalho por setor, que votaram todas as propostas que devem ser incluídas na Carta de Brasília. O documento vai ser discutido na plenária final neste domingo (8). Reis explica que o documento final serve “para que todo mundo possa ler e discutir cada proposta, para termos o Plano Nacional de Políticas Públicas, que é o nosso grande objetivo, e aí constituir o Conselho Nacional de Políticas Públicas para LGBT, para que se possa fazer o controle social das políticas”.

A criminalização da homofobia e a legalização da união estável entre pessoas do mesmo sexo devem ser as duas principais reivindicações do movimento apresentadas na Carta de Brasília. “Nós temos duas prioridades: a aprovação do projeto de lei que criminaliza a homofobia, que é o PLC 122/06, e um outro é o projeto da ex-deputada Marta Suplicy, da união civil. Este projeto está parado na Câmara desde 1995, já está pronto para a ordem do dia, mas infelizmente a gente não consegue fazer com que ele avance”, afirmou o coordenador-executivo do projeto Aliadas e membro do Grupo Dignidade de Curitiba, Igo Martini.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Vitória LGBT na Polônia




O Tribunal Europeu de Direitos Humanos determinou que uma prefeitura na Polônia violou os direitos humanos quando negou o pedido de Piotr Kozak de herdar o contrato de aluguel de seu parceiro após a morte do mesmo, segundo reportagem do Financial Times.

A corte reconheceu a emenda à constituição da Polônia que designa o casamento com sendo a união entre um homem e uma mulher mas afirmou que o Estado "deve necessariamente levar em conta os desenvolvimentos na sociedade e as mudanças na percepção das questões sociais, de estado civil e de relacionamentos, inclusive o fato de que não há uma única maneira ou escolha na esfera que como alguém vive sua vida familiar ou privada.?

?Trata-se de um caso muito importante porque demonstra uma certa desigualdade diante da lei,? declarou Yga Kostrzewa, porta-voz da Lambda Warsaw (Varsóvia), uma entidade de defesa LGBT. ?Haverá certamente muito mais casos como este porque existem muitas leis e regulamentações que não tratam as pessoas com a devida igualdade.?

Kozak morava com seu parceiro no apartmento há cerca de nove anos. Após a morte do companheiro, o pedido de Kozak para suceder o seu parceiro como inquilino do imóvel foi negado porque a prefeitura alegou que Kozak não tinha morado no mesmo por muitos anos.

Kozak alegou que estivera fora por motivo de trabalho e argumentou que tinha o direito de morar no apartamento porque os dois viviam uma "coabitação marital de facto."

A decisão saiu após o argumetno de Kozak de que o governo havia violado o art. 14 da Convenção Europeia de Direitos Humanos, que proibe a discriminação, e o art. 8, que protege o direito ao respeito pela vida privada e familiar de qualquer pessoa.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

ONU lança campanha “Igual a você” contra o estigma e o preconceito no Brasil

Igualdade de direitos e um alerta à sociedade brasileira para o tema das discriminações que homens, mulheres e crianças vivem diariamente no Brasil. Esses são os objetivos da campanha “Igual a Você”, lançada pelas Nações Unidas e sociedade civil. A iniciativa dá voz e notoriedade aos direitos humanos de estudantes, gays, lésbicas, pessoas vivendo com HIV, população negra, profissionais do sexo, refugiados, transexuais e travestis e usuários de drogas. A veiculação iniciará em emissoras de televisão de todo o país.
A campanha surge como uma iniciativa contra as violações de direitos humanos e desigualdades, especialmente nas áreas da saúde, educação, emprego, segurança e convivência. Trata-se de uma oportunidade de sensibilização da sociedade brasileira para o respeito às diferenças, que caracterizam cada um dos grupos sociais inseridos na campanha, reafirmando a igualdade de direitos.
Produzidos pela agência [X]Brasil – Comunicação em Causas Públicas e gravados em estúdio com trilha sonora original de Felipe Radicetti, dez filmes de 30 segundos apresentam mensagens de lideranças de cada um dos grupos discriminados, levando em consideração às diversidades de idade, raça, cor e etnia.
Estigmas e preconceitos cotidianos
O preconceito se manifesta por meio de atitudes e práticas discriminatórias, tais como humilhações, agressões e acusações injustas pelo simples fato de as pessoas fazerem parte de um grupo social específico.
De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), uma das facetas do racismo se revela na remuneração média da população brasileira: homens brancos (R$ 1.200), mulheres brancas (R$ 700), homens negros (R$ 600) e mulheres negras (R$ 400).
O ambiente escolar também é outro local de resistência à diversidade. Segundo pesquisa de maio de 2009 realizada em 500 escolas públicas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – INEP e Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas – FIPE, 55% a 72% dos estudantes, professores, diretores e profissionais de educação demonstram resistência à diversidade por meio do indicador “distância social”. O maior distanciamento é verificado com relação aos homossexuais (72%).
A campanha é assinada pelas agências UNAIDS, ACNUR, UNIFEM Brasil e Cone Sul, UNESCO no Brasil e UNODC, com apoio do UNIC Rio. Somam-se, mais uma vez, ao esforço da sociedade civil pela igualdade de direitos: ABGLT, AMNB, ANTRA, Movimento Brasileiro de Pessoas Vivendo com HIV/Aids e Rede Brasileira de Prostitutas.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Sargentos gays criam ONG para amparar jovens expulsos de casa


Laci (esq.) e Fernando querem amparar jovens expulsos de casa


Depois do bafo que deu terem assumido seu relacionamento dentro do Exército Brasileiro, o casal gay formado pelo sargento Laci Marinho e pelo ex-sargento Fernando Alcântara decidiu que vai montar em Brasília uma ONG para ajudar a acolher jovens expulsos de casa, homossexuais ou não, e militares que estejam sofrendo pressão por sua orientação sexual. A ideia já foi oficializada na capital federal no último dia 1º, Dia Mundial de Luta Contra a AIDS, e a inauguração do espaço está marcada para janeiro de 2010.

Em conversa com o Mix, Fernando revelou que objetivo da entidade é acolher, mediante uma entrevista prévia, inicialmente em uma casa no Lago Sul, em Brasília, 30 jovens de todas as orientações sexuais. “Mas a regra da casa é clara: se você é hétero e não se sente bem com os gays pode sair”, define. Com o nome de Abrigo do Ser, a nova ONG vai oferecer além de abrigo três refeições diárias, acompanhamento psicológico, jurídico e assistencial e a liberdade de não ter horários de entrada ou saída para os jovens.

O acompanhamento psicológico vai ser garantido por uma parceria entre a ONG e o Movimento Manicomial do Distrito Federal, que vai oferecer também serviços médicos e odontológicos em geral. Já o jurídico vai ser feito por três advogados voluntários de Brasília. Os recursos necessários para manter os serviços serão garantidos por meio de parcerias já firmadas com uma entidade da Inglaterra e outra da Espanha, ou seja, sem dinheiro público “para não se alinhar à postura política do governo”.

Fernando lembra ainda que a ideia inicial era montar uma ONG para amparar homossexuais dentro das Forças Armadas - se espelhando em seu próprio caso. “Mas ficou bem difícil porque armário é bem grande e não deixa os militares saírem de lá”, lamenta o ex-sargento. Mesmo assim, militares que estejam sofrendo por sua orientação sexual podem procurar refúgio no Abrigo do Ser e evitar o que Fernando chama de “coisa recorrente”: o suicídio motivado por esse preconceito.

O que você faz para parecer mais atraente?

Foto: Digital VisionO que você faz para parecer mais atraente?

Você já deve ter passado por essa situação: viu fotos de um deus grego na internet, mas quando o encontrou na vida real, não era bem o que você estava esperando. E o pior é que as fotos eram autênticas, você só se enganou. Ou foi expectativa demais – o que às vezes cega ou atrapalha a percepção – ou foi porque o outro soube muito bem vender seu peixe.

Na internet, tenho um amigo que diz que a melhor estratégia é a do Frankenstein: mostrar o corpo todo, mas parte por parte. Daí, pega-se o melhor ângulo em cada foto. Mas não é só no ambiente virtual que isso acontece. No chamado mundo real, quantas vezes você não vê um homem lindo de roupa, mas quando ele tira a roupa, não é tudo aquilo que você imaginou?

O fato é que as pessoas, quase todas, gostam de se apresentar bem quando procuram um parceiro. Os truques vão desde usar um perfume gostoso e encolher a barriga, até partir para medidas radicais, como cuecas que aumentam o volume e, até mesmo, enchimentos que valorizam as partes íntimas.

A pergunta que fica é: até onde tudo isso é válido e funciona? Mas atire a primeira pedra quem nunca fez nada para passar uma imagem melhor.

E você leitor? O que faz para parecer mais bonito? De perfume a enchimentos, vale tudo?

domingo, 6 de dezembro de 2009

Nayara sentiremos sua falta.


Polícia investiga se jovem aplicou silicone industrial no corpo antes de morrer

Adolescente de 17 anos foi encontrado morto neste domingo

06/12/2009 - 21:46

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Um adolescente de 17 anos foi encontrado morto na manhã deste domingo (6) em uma república na avenida Getúlio Vargas, em São Carlos. A Polícia Civil suspeita que o jovem aplicou silicone industrial nas nádegas e tenha morrido de infecção generalizada. No corpo havia curativos. Os moradores da república encontraram o corpo e chamara o Resgate, do Corpo dos Bombeiros. O corpo foi para o Instituto Médico Legal (IML).

terça-feira, 24 de novembro de 2009

O golpe da Cinderela

O golpe da Cinderela

O famoso conselho de mãe sobre não abandonar o copo na balada e depois pegá-lo nunca fez tanto sentido!

por Graziele Marronato

Boa noite, Cinderela, ou Boa noite, Alice. Os nomes são simpáticos, mas o golpe é bem duro e, pior, relativamente simples de ser aplicado.

O cenário se repete ? uma balada ou um bar. Os personagens ? um homem simpático, papo interessante, e um outro que aceita um drinque. Basta um momento de distração para que as rape drugs, nome em inglês para substâncias que levam a vítima a ficar vulnerável ao estupro e ao roubo, sejam despejadas na bebida.

De acordo com a delegada Juliana Mota, de São Paulo, não há estatísticas sobre quantos casos são registrados por ano. No entanto, uma vez que o indivíduo seja lesado pelo golpe, ele deve fazer um boletim de ocorrência de roubo ? art. 157, §1º: o que chamam de roubo impróprio, já que o autor diminui a resistência da vítima para cometê-lo ? e expedir o IML (exame de corpo de delito para detectar alguma substância no sangue da pessoa).

Homens gays e mulheres héteros costumam ser vítimas ? e vale dizer que, devido ao constrangimento e à falta de clareza sobre o que realmente aconteceu, poucas são as pessoas que registram queixas relacionadas a esse golpe em delegacias de polícia.

Algumas informações, no entanto, são bem conhecidas. Sabe-se, por exemplo, que as drogas mais usadas no golpe são os psicotrópicos: Lorax, Lexotan, GHB (ácido gama-hidroxibutírico), ketamina (Special K) e Rohypnol (flunitrazepam).

Todas são depressoras do sistema nervoso central e são encontradas, geralmente, na forma de comprimidos ou gotas que podem ser misturados às bebidas alcoólicas sem que se note, porque são incolores ou inodoras.

Assim, mesmo que o mocinho ou a mocinha esteja com uma potencial bomba depressora na mão ? e vale lembrar que o álcool também tem efeito depressor ?, ninguém irá perceber quando tomar e provavelmente só ligará os fatos depois de ter seu nível de consciência seriamente alterado por algumas horas. Resumindo: na noite, não custa nada lembrar do conselho da mamãe sobre ficar atento a estranhos!

Contra o golpe da Cinderela Para aqueles que sempre sonharam com uma forma de se prevenir contra o Boa noite, Cinderela, a 2 Love my Lips (www.2lovemylips.co.uk), marca inglesa de cosméticos, acaba de lançar uma poderosa arma em forma de... Gloss. Ele tem um mecanismo especial, que permite definir se o drinque tem ou não droga. Basta colocar seu aplicador especial na bebida. Caso ele fique azul, significa que o drinque contém alguma substância suspeita. Os tons são bem bonitos e servem para diferentes personalidades ? Passionate Pink, Charasmatic Cherry, Sophisticated Coffee, Beautiful Pink e Posh Gloss ? e não parece nada mal pegar um emprestado com aquela amiga ou descolar numa viagem internacional, já que, infelizmente, a 2 Love my Lips não entrega no Brasil