segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Criador de Glee afirma que sofreu ameaças de morte por incluir personagens gays na série

Por Redação em 08/08/2011 às 12h42

Criador de Glee afirma que sofreu ameaças de morte por incluir personagens gays na série
Ryan Murphy, criador da série Glee, contou em entrevista que recebeu ameaças de morte por inserir personagens gays no seriado.

"Acho que sempre que você foca a homossexualidade ou as minorias e tenta dizer que é normal ou que é possível aceitá-la, algumas pessoas à margem não gostam e tentam vir atrás de você. E eles vieram atrás de mim," disse Murphy ao Deadline.

Quando começaram a surgir notícias de que alguns atores seriam tirados da série, inclusive o personagem Kurt Hummel", vivido pelo ator assumido Chris Colfer, Murphy também não ficou em situação confortável com o público. "Por uma semana, eu fui o anti-cristo", afirmou.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Marta debate criminalização da homofobia em Taboão


Postado em 04/08/2011 por Equipe Marta

A senadora Marta Suplicy (PT-SP) participou na noite desta quinta-feira (4), do debate sobre direitos e cidadania LGBT da Universidade de Todas as Cores, atividade da Semana da Cidadania LGBT e da 2ª Parada Gay de Taboão da Serra (Grande São Paulo). O evento aconteceu na Universidade Anhanguera, centro da cidade. O principal assunto em pauta foi o projeto de lei que visa criminalizar a homofobia (PLC 122).

“É muito importante fazer este debate em todos os lugares possíveis porque a homofobia está se tornando um problema realmente muito sério no Brasil. Não tínhamos esse ódio expresso de forma tão violenta. O preconceito sempre existiu, mas não tão violento e tão cruel quanto agora”, disse Marta, em entrevista, logo ao chegar em Taboão da Serra.

Segundo Marta, aprovar a lei que criminaliza a homofobia tem um valor pedagógico, além do de repressão. “A lei do racismo – por exemplo – não eliminou o racismo, mas tornou muito mais difícil sua expressão. Em relação à homofobia, hoje, temos visto que estão matando e desrespeitando mais do que nunca. A lei pode coibir isso.”

Perguntada sobre o que é preciso fazer para vencer o preconceito e conter o aumento da homofobia, em tempos de mais visibilidade de homossexuais, Marta respondeu que é preciso fazer palestras, contar com educação sexual nas escolas, trabalhar preconceito e colocar que a homofobia é retrocesso.

“Fundamentalismo é extremamente perigoso para corações e mentes. Desestrutura famílias, cria ódio. Não constrói. Não queremos um Brasil assim. Queremos um Brasil que respeite a diversidade e as posições de cada um”, declarou a senadora.

Marta também comentou a última pesquisa Ibope, sobre aceitação de união estável para relações homoafetivas. “Foi excelente (o resultado da pesquisa) porque 45%, hoje, disse ser a favor. Isso é fruto de intenso trabalho. Daqui a algum tempo, se formos pesquisar, teremos maioria a favor.”

Entre os participantes da atividade organizada na Universidade Anhanguera estavam a vice-prefeita de Taboão, Márcia Regina (PT), o vereador Wagner Eckstein (PT), o coordenador do setorial nacional LGBT do PT, Julian Rodrigues, e o coordenador do setorial estadual LGBT do PT, Lula Ramires. A mediação do encontro foi de Wanderley Bressan, presidente da ONG DIVERSITAS, organizadora da Semana da Cidadania LGBT e da 2ª Parada Gay de Taboão da Serra.

Foto: Marta durante palestra na Universidade Anhanguera/ Elisabete Alves

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Rudolf Brazda, último sobrevivente homossexual dos campos nazistas, morre aos 98 anos


Rudolf Brazda, último sobrevivente homossexual dos campos nazistas, morre aos 98 anos
Morreu ontem a noite, quarta-feira (03), o último sobrevivente do "Triângulos Rosas", grupo de homossexuais internados em campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial. Rudolf Brazda estava com 98 anos e morava em Bantzenheim, leste da França.

Nascido na Saxônia (leste da Alemanha), Brazda foi detido duas vezes nas prisões nazistas, até sua deportação para o campo de Buchenwald em agosto de 1942 por ter mantido relações com outros homens. Brazda foi liberado em abril de 1945.

Em Buchenwald, os homossexuais eram obrigados a usar um triângulo rosa. Somente em 2008 Rudolf Brazda veio a público contar sua história, ano em que a Alemanha inaugurou um monumento para homenagear homossexuais sobreviventes dos campos de concentração.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Afinal de contas, o QUE eles querem??

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Shopping Frei Caneca diz que não discriminou drag queen em SP


Shopping Frei Caneca diz que não discriminou drag queen em SP

No último sábado (16), a drag queen Cindy Butterfly, blogueira do site A Capa, diz ter sido abordada por um segurança enquanto andava pelo shopping Frei Caneca, localizado na região central de São Paulo.

À reportagem, Cindy, personagem do servidor público Maurício Lanza, afirmou que, apesar de não ter sido impedida de continuar no shopping e cobrir o evento Fashion Week Plus Size, estranhou a atitude do funcionário, que disse que ela não poderia caminhar pelo local vestida "naqueles trajes" - a drag usava uma fantasia de Mulher Maravilha em homenagem às mulheres.

"Não fui impedida de subir [para o quarto andar, onde acontecia o evento]. Quando disse que estava ali para participar de um evento, o segurança simplesmente se afastou e falou ao rádio. Não posso dizer que o segurança tenha sido grosseiro ou mal educado", conta Cindy que, no entanto, questiona o motivo da abordagem. "Se eu tivesse fantasiada de Harry Potter para ver o filme, provavelmente não teria problema algum. O que me faz concluir que, se eu estivesse ali como um cidadão qualquer, teria sido expulsa do shopping?"

Cindy destaca ainda que "o trabalho de uma drag queen ou de um ator transformista é uma manifestação de arte e, no meu entendimento, é livre e merece ser respeitado". "Além de estar ali para cobrir o evento, também estava como consumidora e, como tal, também devo ser respeitada", reclama.

Em nota, a assessoria do Shopping Frei Caneca explicou que o segurança abordou a artista apenas com o propósito de questionar sobre a filmagem que ela fazia no local. "O Frei Caneca reforça ainda que, em respeito à imagem de seus frequentadores, é necessário um pedido prévio de autorização para filmagens nos corredores do mall", explica a nota, acrescentando que "a iniciativa se aplica a todos os públicos, inclusive aos órgãos de imprensa."

Ainda de acordo com a nota (leia na íntegra abaixo), o "shopping posiciona-se como um empreendimento voltado à comunidade em geral, sem qualquer tipo de orientação sexual ou discriminação (social, racial, religiosa, política)".

Beijaço
Em 2003, o mesmo shopping foi palco de uma manifestação contra a discriminação sofrida por um casal gay que se beijou no local.

Na época, o "beijaço" reuniu cerca de 2 mil pessoas, levando o shopping a preparar uma decoração especial para receber os manifestantes, com direito a "beijos vermelhos" espalhados pelos corredores.

Confira abaixo, na íntegra, a nota do Shopping Frei Caneca enviada à imprensa:

Informações à Imprensa

O Shopping Frei Caneca esclarece que a abordagem feita a Sra. Cindy Butterfly, no último dia 16 de julho, se refere exclusivamente à filmagem do empreendimento durante cobertura jornalística de um evento de moda.

O Frei Caneca reforça ainda que, em respeito à imagem de seus frequentadores, é necessário um pedido prévio de autorização para filmagens nos corredores do mall. A iniciativa se aplica a todos os públicos, inclusive aos órgãos de imprensa. É importante ressaltar que a Sra. Cindy Butterfly desenvolveu o seu trabalho normalmente no local do evento, ocorrido dentro do Centro de Convenções Frei Caneca. A filmagem foi autorizada pela organização do Fashion Week Plus Size.

Desde o início de sua operação, o shopping posiciona-se como um empreendimento voltado à comunidade em geral, sem qualquer tipo de orientação sexual ou discriminação (social, racial, religiosa, política). O Frei Caneca trabalha continuamente para oferecer aos frequentadores um local de convivência agradável, seguro e respeitoso, sem foco em um público específico.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Representação do PSOL contra o deputado Jair Bolsonaro é arquivada pelo Conselho de Ética

Por Redação em 13/07/2011 às 18h55

Representação do PSOL contra o deputado Jair Bolsonaro é arquivada pelo Conselho de Ética
Nesta quarta-feira (13), foi definitivamente arquivada pelo Conselho de Ética e Decoro Parlamentar a representação do PSOL contra o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ).

De acordo com a Agência Câmara de Notícias, foram 7 votos favoráveis ao relator e 5 contra. Nesse processo, Bolsonaro era acusado de ter abusado das prerrogativas de parlamentar ao promover preconceito e estimular violência contra homossexuais e negros devido a suas declarações.

O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) declarou que é contra as posições de Jair Bolsonaro, mas defendeu a liberdade de expressão dos parlamentares. "Muito embora fortes e polêmicas, as posições de Bolsonaro encontram ressonância e respaldo. A defesa veemente de suas posições não pode ser considerada atentatória contra o decoro", afirmou.