quinta-feira, 17 de maio de 2012



Governo Recebe 3,4 Denúncias de Homofobia por dia.

A SDH (Secretaria de Direitos Humanos) do governo federal registrou em 2011 uma média de 3,4 denúncias diárias de violência praticada contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais no Brasil.


A violência fruto da intolerância é um dos temas combatidos no Dia Internacional contra a Homofobia e a Transfobia (rejeição a transexuais e travestis) - celebrado nesta quinta-feira, 17 de maio.


A comemoração foi criada por ativistas franceses em 2005 para marcar a dada em que a homossexualidade foi tirada, há 22 anos, da lista de doenças mentais da Organização Mundial da Saúde.


No Brasil, a data foi explorada por 500 manifestantes já na quarta-feira em Brasília.


As 1.259 denúncias foram recebidas de forma anônima pela secretaria por meio do telefone 100 do Disque Direitos Humanos.


Elas englobam casos de violência física, sexual, psicológica e institucional, além de episódios envolvendo de discriminação relacionada à orientação sexual do indivíduo.


Cada caso, segundo a pasta, foi repassado para a polícia e governos locais. Entre os Estados que mais registraram queixas estão São Paulo (210), Piauí (113), Bahia e Minas Gerais (105 cada), e Rio de Janeiro (96). Homicídios O governo federal e a maioria dos Estados não fazem levantamentos sobre o número de crimes praticados contra LGBTs.


A estatística nacional mais aproximada é produzida pela entidade GGB (Grupo Gay da Bahia), que faz sua contagem por meio de notícias publicadas na imprensa.


Segundo o levantamento, em 2011 ocorreram 266 homicídios - um recorde desde o início dos levantamentos na década de 1970. De acordo com o GGB, foi o sexto ano consecutivo em que houve aumento desse tipo de crime.


'A relação é que a cada um dia e meio ocorre uma morte. O Brasil é um país relativamente perigoso para homossexuais', disse o presidente do GGB, Marcelo Cerqueira.


'Não temos muito o que comemorar neste 17 de maio. Além da questão da violência, ações como o kit de combate à homofobia e a campanha de combate à Aids no Carnaval foram vetadas pelo governo', disse ele.


São Paulo
Apesar de nominalmente registar o maior número de denúncias de violência contra LGBTs, segundo a contagem da SDH, São Paulo tem se destacado no cenário nacional pela criação de instituições e medidas de combate à homofobia.


Para tentar estimular a denúncia e contabilizar os crimes de intolerância contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, o governo criou há um mês uma forma de se registrar boletins de ocorrência pela internet, segundo Heloisa Gama Alves, a coordenadora de Políticas para a Diversidade Sexual da Secretaria de Estado da Justiça.


O software permite à polícia registrar à distância as comunicações de crimes contra a honra (injúria, calúnia, difamação, etc), discriminando se eles foram cometidos por homofobia - o que permite que uma contagem seja feita eletronicamente.


Em paralelo, uma lei estadual prevê advertências e multas a indivíduos e empresas que tenham se envolvido em casos de discriminação por homofobia. Estabelecimentos comerciais podem até ser fechados se reincidirem na prática. O número de sanções aplicadas no Estado subiu de 33 em 2010 para 63 em 2011, segundo Alves.


Outras duas iniciativas são a criação de uma delegacia da Polícia Civil especializada em crimes de intolerância e uma unidade de saúde dedicada apenas a transexuais.


'Temos o que comemorar (no 17 de maio), mas muito ainda tem que ser feito', disse ela.


Legislação
Tramita no Senado uma proposta para criminalizar atos de discriminação praticados contra LGBTs.
O projeto transforma em crime formas de preconceito relacionado a orientação sexual ou identidade de gênero praticado no mercado de trabalho, nas relações de consumo e no serviço público.


A proposta, porém, encontra resistência de alguns membros da bancada evangélica da casa. Atualmente, agressões e injúrias praticadas contra LGBTs são punidas com base no código penal. 'O crime de intolerância não é um crime praticado só contra uma pessoa, é uma agressão à toda a sociedade e por isso muito mais grave', afirmou a defensora pública Maíra Coraci Diniz, do Núcleo de Combate à Discriminação, Racismo e Preconceito, da Defensoria Pública de São Paulo.

terça-feira, 20 de março de 2012

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Declaração à imprensa e à Sociedade

A ONG Primavera, sediada na cidade de
Sertãozinho SP. que trabalha no sentido de contribuir para a
construção de uma sociedade melhor, focando suas ações na erradicação
do preconceito e discriminação, especialmente os praticados contra a população
LGBTT( lésbicas, gays, travestis e transexuais), a chamada homofobia,
vem a público esclarecer o que segue;

Fomos informados que houve tumulto durante o
carnaval de Sertãozinho realizado na Avenida Egisto Sicchieri por
ações de pessoas travestis.

Diante dos supostos fatos e atos das supostas
pessoas, a Ong Primavera, representando o Movimento Homossexual
Brasileiro deixa claro que é absolutamente contra qualquer ato de
vandalismo, sejam estes praticados por qualquer pessoa, independente
de gênero, sexualidade e identidade de gênero - Sejam os vândalos tanto
homossexuais quanto heterossexuais.

A Ong Primavera lamenta o ocorrido,
principalmente se os indivíduos forem realmente parte da comunidade a
que a própria Ong trabalha no sentido de defender , o que dificulta o
trabalho da organização, uma vez que comportamentos desta natureza
alimentam ainda mais a homofobia social.

Lamentamos, outrossim, que algumas pessoas
tentem relacionar este ato à toda comunidade lgbtt, não vendo, ou não
querendo ver que aqueles atos são daquelas pessoas especificamente e
não de toda pessoa cuja sexualidade não se enquadra nos padrões
heteronormativos impostos pela sociedade.

Diante de comentários no cotidiano e até
mesmo editados em redes sociais em que colocam TODOS cidadãos não
héteros em situação pejorativa, desqualificada, como por ex :
" Veadinhos tumultuam o carnaval..."

Perguntamos; se os vândalos fossem de outro
grupo social: Negros , por exemplo, qual seria o comentário? Se fossem
loiros, Se fossem cristãos? Como seria a referência às pessoas que
tumultuaram o evento? Estar-se-ia desqualificando TODOS os negros?
TODOS os loiros? TODOS os cristãos? Se nos comentários chamam os
supostos travestis de veadinhos, pelo nome de qual animal chamariam os
negros, os loiros e/ou os cristãos? Ou somente quando se refere ao
homossexual pode-se desqualificar( e animalizar) utilizando uma de suas
características como ferramenta de desqualificação?

Por fim, lamentamos o ocorrido, como
utilizamos a ocorrência para que os vândalos reflitam sobre vossos
atos e a sociedade reflita sobre a homofobia.

atenciosdamente.

ONG PRIMAVERA

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Jean Wyllys associa Bento XVI ao nazismo e o chama de genocida

Um dos principais defensores da causa LGBT na Câmara, o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) não gostou das declarações do Papa Bento XVI. O pontífice da Igreja Católica disse que ocasamento igualitário é uma ameaça e coloca em xeque "o próprio futuro da humanidade".

Segundo Jorge Lourenço do Jornal do Brasil, Wyllys ficou Indignado e abriu fogo contra Bento XVI e relembrou as máculas do pontífice. "O papa suspeito e acusado de ser simpático ao nazismo disse que o casamento civil igualitário é uma ameaça à humanidade. Ameaça ao futuro da humanidade são o fascismo, as guerras religiosas, a pedofilia e os abusos sexuais praticados por membros da Igreja e acobertados por ele mesmo", atacou o parlamentar.


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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Bento XVI diz que casamento igualitário ameaça o futuro da humanidade

Papa afirma que a família é ‘baseada no casamento de um homem com uma mulher’

Papa recebe diplomatas em audiência no Vaticano nesta segunda (9) (Foto: Reuters/Pier Paolo Cito)Papa recebe diplomatas em audiência no Vaticano
nesta segunda (9) (Foto: Reuters/Pier Paolo Cito)
O papa Bento XVI disse na segunda-feira que o casamento entre pessoas do mesmo sexo é uma das várias ameaças atuais à família tradicional, pondo em xeque "o próprio futuro da humanidade". Foram as declarações mais fortes já proferidas pelo pontífice contra o casamento igualitário, durante um pronunciamento de ano novo a diplomatas de quase 180 países acreditados no Vaticano, abordando questões econômicas e sociais contemporâneas.

Segundo Bento XVI, a educação das crianças precisa de "ambientes" adequados, e "o lugar de honra cabe à família, baseada no casamento de um homem com uma mulher". "Essa não é uma simples convenção social", disse o Papa, "e sim a célula fundamental de cada sociedade. Consequentemente, políticas que afetam a família ameaçam a dignidade humana e o próprio futuro da humanidade".

Em vários países - principalmente no mundo desenvolvido -, autoridades eclesiásticas católicas protestam contra iniciativas voltadas para a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Nos EUA, um dos principais paladinos dessa causa é o arcebispo de Nova York, Timothy Dolan, que será sagrado cardeal pelo Papa em fevereiro. Numa recente carta, Dolan criticou o presidente Barack Obama por sua decisão de não apoiar uma proibição federal ao casamento, e alertou que essa política pode "precipitar um conflito nacional de enormes proporções entre a Igreja e o Estado".

A Igreja Católica, que tem 1,3 bilhão de seguidores no mundo, prega que as tendências homossexuais não são pecado, mas que os atos são, e que as crianças devem crescer em uma família tradicional, com um pai e uma mãe. "A unidade familiar é fundamental para o processo educacional e para o desenvolvimento dos indivíduos e Estados; daí a necessidade de políticas que promovam a família e auxiliem na coesão social e no diálogo", disse Bento XVI a diplomatas. O casamento igualitário já é legal em vários países europeus, como Espanha e Holanda.

Algumas religiões que autorizam o casamento entre pessoas do mesmo sexo e a ordenação de mulheres e LGBTs como clérigos têm perdido fiéis para o catolicismo, e o Vaticano já tomou medidas para facilitar tais conversões. Em 2009, Bento XVI decretou que os anglicanos que se converterem ao catolicismo podem manter uma hierarquia paralela, preservando parte das suas tradições. Grande parte dessa migração do anglicanismo para o catolicismo envolve fiéis que consideram a Igreja Anglicana liberal demais.

Meryl Streep se sente honrada por ser um ícone gay

A atriz se surpreendeu ao descobrir que é muito querida por LGBTs


Meryl Streep se surpreendeu ao descobrir que é muito querida pela comunidade LGBT, graças ao seu papel como Margaret Thatcher no filme biográfico da ex-primeira ministra britânica.

"Há pouco tempo descobri que sou um ícone gay. É fantástico. Se Margaret é ou não um ícone gay eu não sei. Essa é uma pergunta difícil para mim", disse Meryl.

The Iron Lady, estrelado por Streep, mostrará Thatcher como uma fortaleza invejada por muitos homens.

A atriz assegurou que não foi nada fácil interpretar uma personagem tão importante no Reino Unido.