No dia 30 de abril de 2010 ás 17h50 foi exibida a seguinte matéria no sensacionalista programa de Televisão "Brasil Urgente": "Travesti enfurecido agride homem no meio da rua". (Canal Band). Tal matéria exibiu imagens nas quais uma travesti agredia um homem no meio da Rua Augusta (São Paulo), após a exibição da matéria, o apresentador Datena repetiu inúmeras vezes que "não tinha preconceito contra travestis e homossexuais", porém, no decorrer de seu discurso politicamente correto, ouvia-se os seguintes adjetivos: "Travecão", "Butinão", "Robertão", "Traveco", entre outros. Além de se referir á travesti com tais adjetivos, o apresentador "brincou" com o repórter, dizendo que o mesmo estava "muito sensível" quando este narrava o que estava acontecendo pois o mesmo dizia: "Nossa! Ele mordeu ela (se referindo á travesti)", dando ênfase no "Nossa" dito pelo repórter. O apresentador também se surpreende quando vê que a travesti não foi revistada pelos policiais, uma vez que: "ela é homem também" e "ela tem o que eles tem". A Travesti não teve seu nome social respeitado, uma vez que o RG desta foi apresentado na matéria, dando ênfase em seu nome "José Roberto dos Santos". As imagens, continham momentos nos quais a Travesti chuta o rapaz, o morde e bate nele, quando chega na delegacia, a travesti comete o infeliz ato de empurrar a câmera do respórter, pois provavelmente não queria ser filmada. O programa somente deu voz ao homem agredido e não deu espaço para a travesti dizer o motivo da briga. Após a 2ª vez que o programa estava exibindo esta matéria, o apresentador sugeriu ao câmera que o mesmo registrasse boletim de ocorrência contra a travesti, pois ela o agrediu. Não estou relatando tal matéria a fim de defender a agressão feita pela Travesti à ambos e muito menos me surpreende que o Datena tenha chamado o primeiro agredido de "coitado" e que a travesti era "folgadO", somente quis registrar/socializar mais uma matéria sem o mínimo de respeito com a população LGBT e a falta de consideração da equipe do programa televisivo frente a "defesa" da travesti, uma vez que a mesma não foi entrevistada. Tal matéria somada as falas do apresentador somente aumentou a estigmatização e preconceito sofrido pelas TT´s. |
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Falta de respeito do apresentador datena da TV Bandeirantes
terça-feira, 27 de abril de 2010
sexta-feira, 9 de abril de 2010

Inspirado em séries de TV como Skins, Queer as Folk, The L World e Gossip Girls, o diretor e roteirista Lufe Steffen lança Fumaça em Formatos Bizarros, seu sexto curta-metragem, que busca retratar as relações humanas, afetivas e sexuais da geração que está na faixa dos vinte anos.“A ideia é retratar os gays e lésbicas dessa faixa etária e suas relações com a questão virtual, tem uma cena de sexo virtual, além da questão das relações fragmentadas, do desejo sexual que não satisfaz e dos fetiches”, conta o diretor.O filme aborda o cotidiano de um grupo de amigos, entre eles, gays, lésbicas e bissexuais, e suas dificuldades em lidar, realizar ou reprimir suas vontades. Entre os objetos de desejo dos personagens, destaca-se um professor de Literatura, interpretado pelo ator Luciano Andrey, destaque em musicais como My Fair Lady, West Side Story e O Rei e Eu, todos de Jorge Takla. A trilha sonora, composta especialmente para o filme, foi feita por José Barrichello e Leandro Cunha, da banda eletrônica Multiplex.“O professor de literatura é um fetiche para todos. O filme tem uma pegada mais drama, quer dizer, mais séria ou soturna. Ele está mais para o tom existencialista de meu último curta, Beija-me se for capaz, do que para as comédias que fiz antes, como Rasgue Minha Roupa e os Clubbers Também Comem”, comenta Lufe.Fumaça em Formatos Bizarros já está com trailer disponível na net e o lançamento oficial, aberto ao público, acontece em São Paulo no dia 13 de abril, das 19h às 22h, no MuBE (Av. Alemanha, 218, Jardim Europa) com entrada franca. O filme será exibido várias vezes durante o horário.
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terça-feira, 30 de março de 2010

O cantor Ricky Martin assumiu publicamente sua homossexualidade. Ricky, de 38 anos, que é porto-riquenho e foi revelado nos anos 80 com o grupo Menudo, saiu do armário no seu blog:
"Tenho orgulho de dizer que sou um felizardo homem homossexual. Sou muito abençoado em ser o que sou", escreveu ele.
"Esses anos em silêncio e reflexão me fizeram mais forte e me lembrara que aceitação vem de dentro e que esse tipo de verdade me dá o poder de conquistar emoções que eu nem sabia que existiam", continuou ele.
"Alguns meses atrás eu decidi escrever minhas memórias, um projeto que eu sabia que me trari mais perto de uma grande virada em minha vida. Do momento em que escrevi minha primeira frase eu tive certeza que o livro era a ferramenta que iria me ajudar a me libertar de coisas que eu carregava comigo por muito tempo. Coisas que eram muito pesadas para mim. Escrevendo esse lado da minha vida, eu fiquei muito perto da verdade. E isso é algo digno de ser celebrado", continou o cantor.
Martin Luther King
Segundo ele, muitas pessoas o desencorajaram a sair do armário. "Muita gente me disse que não era importante fazer isso, que não valia a pena, que todo o meu trabalho e tudo o que eu conquistei iria ruir. Que muitos nesse mundo não estariam preparados para aceitar a minha verdade, a minha natureza. E como esses conselhos vinham de gente que amo com loucura, decidi seguir adiante em minha 'quase verdade'. MUITO RUIM. Deixar-me seduzir pelo medo foi uma verdadeira sabotagem a minha vida. Hoje me responsabilizo por completo por todas minhas decisões e minhas ações".
Ricky Martin ainda citou em seu Twitter Martin Luther King, ativista americano que lutou pelos direitos dos negros: "Nossas vidas começam a morrer no dia em que calamos coisas que são verdadeiramente importantes".
"Tenho orgulho de dizer que sou um felizardo homem homossexual. Sou muito abençoado em ser o que sou", escreveu ele.
"Esses anos em silêncio e reflexão me fizeram mais forte e me lembrara que aceitação vem de dentro e que esse tipo de verdade me dá o poder de conquistar emoções que eu nem sabia que existiam", continuou ele.
"Alguns meses atrás eu decidi escrever minhas memórias, um projeto que eu sabia que me trari mais perto de uma grande virada em minha vida. Do momento em que escrevi minha primeira frase eu tive certeza que o livro era a ferramenta que iria me ajudar a me libertar de coisas que eu carregava comigo por muito tempo. Coisas que eram muito pesadas para mim. Escrevendo esse lado da minha vida, eu fiquei muito perto da verdade. E isso é algo digno de ser celebrado", continou o cantor.
Martin Luther King
Segundo ele, muitas pessoas o desencorajaram a sair do armário. "Muita gente me disse que não era importante fazer isso, que não valia a pena, que todo o meu trabalho e tudo o que eu conquistei iria ruir. Que muitos nesse mundo não estariam preparados para aceitar a minha verdade, a minha natureza. E como esses conselhos vinham de gente que amo com loucura, decidi seguir adiante em minha 'quase verdade'. MUITO RUIM. Deixar-me seduzir pelo medo foi uma verdadeira sabotagem a minha vida. Hoje me responsabilizo por completo por todas minhas decisões e minhas ações".
Ricky Martin ainda citou em seu Twitter Martin Luther King, ativista americano que lutou pelos direitos dos negros: "Nossas vidas começam a morrer no dia em que calamos coisas que são verdadeiramente importantes".
quarta-feira, 17 de março de 2010
Cultura LGBT
As Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais de João Pessoa terão direito de usar seus nomes sociais nos serviços públicos da cidade. A portaria que garante o direito ao segmento do município foi assinada no último dia 26, pela coordenadora geral de Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT), da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH/PR), Mitchelle Meira, e pelo prefeito do município, Ricardo Coutinho.
A portaria, que determina que todas as instituições, direta ou indiretamente, identifiquem travestis e transexuais por seus nomes sociais, foi assinada durante a realização do Seminário Nome Social de Travestis e Transexuais: Um Direito a Cidadania, que discutiu políticas públicas para essa população no Brasil e no município de João Pessoa. A implementação da portaria faz parte das ações previstas no Programa Brasil Sem Homofobia da Presidência da República.
O objetivo da portaria é diminuir o preconceito e a discriminação que este público sofre no acesso aos serviços públicos. Ao se matricular na escola, fazer uma consulta no Programa Saúde da Família (PSF) ou se inscrever em alguma oficina e cursos oferecidos pelos Centros de Referência de Cidadania (CRC’s), no formulário a ser preenchido, além das informações que já são prestadas, haverá um novo campo para que os transexuais e travestis (masculinos e femininos) possam dizer o nome com o qual se identificam socialmente. O que evitará que, por exemplo, que uma pessoa que chega para ser atendida como Roberta seja chamada por Roberto, sendo alvo de constrangimento e discriminação.
A Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH/PR) atua em conjunto com o Poder Judiciário para garantir o nome social ao segmento. “É essencial que se reconheça o direito da população LGBT em ter um nome social como forma de desconstrução do preconceito e evitando assim, constrangimentos”, afirma Mitchelle Meira, coordenadora geral de Promoção dos Direitos do segmento LGBT da SEDH/PR.
Para a coordenadora, essa medida fortalece a evolução do trabalho de busca pela igualdade. “A reivindicação pelo nome social é uma luta histórica de travestis e transexuais, tendo em vista que a exclusão social dessa população teve impacto em seu processo profissional”, conclui Meira.
A utilização do nome social já existe em alguns estados e municípios do País, como Pará, São Paulo, Piauí, Bahia, Natal e Belo Horizonte. A proposta de se garantir, nacionalmente, o uso do nome social do segmento LGBT está prevista no 3º eixo orientador do Programa Nacional dos Direitos Humanos 3 (PNDH-3).
O Seminário Nome Social de Travestis e Transexuais: Um Direito a Cidadania, teve como objetivo orientar profissionais e técnicos da Polícia Militar que trabalham em João Pessoa sobre como se dará a garantia deste direito. O evento foi organizado pelas Secretarias de Desenvolvimento Social (Sedes), Saúde (SMS) e Educação (Sedec) e teve a coordenação da Assessoria de Políticas Públicas para Diversidade Humana ligada à Diretoria de Organização Comunitária e Participação Popular (Dipop), da Sedes. Cerca de 200 pessoas, responsáveis pelos serviços de atendimento ao público, participaram do seminário.
Simone Cavalcante, assessora de Políticas Públicas para Diversidade Humana da Sedes, explica que o seminário é o primeiro passo de uma série de medida que buscam garantir a cidadania deste público. “Em seguida, lançaremos uma campanha para que os travestis e transexuais de João Pessoa possam estar cientes do seu direito. É importante lembrar também que esta é uma demanda trazida da I Conferência Municipal LGBT de João Pessoa, e que a Assessoria da Diversidade Humana, através do Grupo de Trabalho de Promoção da Cidadania LGBT, iniciou o diálogo com as demais secretarias do município”, informou Cavalcante.
Para o secretário de Desenvolvimento Social de João Pessoa, Lau Siqueira, qualquer processo de inclusão social hoje é absolutamente incompatível com a homofobia. “No caso do nome social dos travestis e transexuais, a Prefeitura estará assumindo uma postura de vanguarda, sendo a primeira do Nordeste e a segunda do país a assumir integralmente a identidade social de um segmento que, historicamente, vem sendo vitimado pelo preconceito. A falta de respeito com as travestis e transexuais tem servido de argumento para a banalização de crimes hediondos, muitos deles impunes. Estes fatos são inconcebíveis na sociedade moderna, observou ele.
Maiores informações podem ser obtidas pelo site lgbt@sedh.gov.br
(Heli Espíndola-Comunicação/SID)
Publicado por Eduardo Alves
Categoria(s): Ações, Diversidade Sexual, Identidade e Diversidade, Políticas, Programas e Ações
A portaria, que determina que todas as instituições, direta ou indiretamente, identifiquem travestis e transexuais por seus nomes sociais, foi assinada durante a realização do Seminário Nome Social de Travestis e Transexuais: Um Direito a Cidadania, que discutiu políticas públicas para essa população no Brasil e no município de João Pessoa. A implementação da portaria faz parte das ações previstas no Programa Brasil Sem Homofobia da Presidência da República.
O objetivo da portaria é diminuir o preconceito e a discriminação que este público sofre no acesso aos serviços públicos. Ao se matricular na escola, fazer uma consulta no Programa Saúde da Família (PSF) ou se inscrever em alguma oficina e cursos oferecidos pelos Centros de Referência de Cidadania (CRC’s), no formulário a ser preenchido, além das informações que já são prestadas, haverá um novo campo para que os transexuais e travestis (masculinos e femininos) possam dizer o nome com o qual se identificam socialmente. O que evitará que, por exemplo, que uma pessoa que chega para ser atendida como Roberta seja chamada por Roberto, sendo alvo de constrangimento e discriminação.
A Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH/PR) atua em conjunto com o Poder Judiciário para garantir o nome social ao segmento. “É essencial que se reconheça o direito da população LGBT em ter um nome social como forma de desconstrução do preconceito e evitando assim, constrangimentos”, afirma Mitchelle Meira, coordenadora geral de Promoção dos Direitos do segmento LGBT da SEDH/PR.
Para a coordenadora, essa medida fortalece a evolução do trabalho de busca pela igualdade. “A reivindicação pelo nome social é uma luta histórica de travestis e transexuais, tendo em vista que a exclusão social dessa população teve impacto em seu processo profissional”, conclui Meira.
A utilização do nome social já existe em alguns estados e municípios do País, como Pará, São Paulo, Piauí, Bahia, Natal e Belo Horizonte. A proposta de se garantir, nacionalmente, o uso do nome social do segmento LGBT está prevista no 3º eixo orientador do Programa Nacional dos Direitos Humanos 3 (PNDH-3).
O Seminário Nome Social de Travestis e Transexuais: Um Direito a Cidadania, teve como objetivo orientar profissionais e técnicos da Polícia Militar que trabalham em João Pessoa sobre como se dará a garantia deste direito. O evento foi organizado pelas Secretarias de Desenvolvimento Social (Sedes), Saúde (SMS) e Educação (Sedec) e teve a coordenação da Assessoria de Políticas Públicas para Diversidade Humana ligada à Diretoria de Organização Comunitária e Participação Popular (Dipop), da Sedes. Cerca de 200 pessoas, responsáveis pelos serviços de atendimento ao público, participaram do seminário.
Simone Cavalcante, assessora de Políticas Públicas para Diversidade Humana da Sedes, explica que o seminário é o primeiro passo de uma série de medida que buscam garantir a cidadania deste público. “Em seguida, lançaremos uma campanha para que os travestis e transexuais de João Pessoa possam estar cientes do seu direito. É importante lembrar também que esta é uma demanda trazida da I Conferência Municipal LGBT de João Pessoa, e que a Assessoria da Diversidade Humana, através do Grupo de Trabalho de Promoção da Cidadania LGBT, iniciou o diálogo com as demais secretarias do município”, informou Cavalcante.
Para o secretário de Desenvolvimento Social de João Pessoa, Lau Siqueira, qualquer processo de inclusão social hoje é absolutamente incompatível com a homofobia. “No caso do nome social dos travestis e transexuais, a Prefeitura estará assumindo uma postura de vanguarda, sendo a primeira do Nordeste e a segunda do país a assumir integralmente a identidade social de um segmento que, historicamente, vem sendo vitimado pelo preconceito. A falta de respeito com as travestis e transexuais tem servido de argumento para a banalização de crimes hediondos, muitos deles impunes. Estes fatos são inconcebíveis na sociedade moderna, observou ele.
Maiores informações podem ser obtidas pelo site lgbt@sedh.gov.br
(Heli Espíndola-Comunicação/SID)
Publicado por Eduardo Alves
Categoria(s): Ações, Diversidade Sexual, Identidade e Diversidade, Políticas, Programas e Ações
segunda-feira, 15 de março de 2010
Autrália reconhece pessoa sem sexo pela 1ª vez

Uma pessoa que mora na Austrália pode ser a primeira no mundo reconhecida oficialmente como não pertencendo a nenhum dos sexos, segundo a imprensa australiana.O governo do Estado de New South Wales emitiu uma certidão de "Gênero Não-Específico" a Norrie May-Welby. Isso significa que o governo não reconhece Norrie como homem ou mulher.Norrie se considera andrógino e é ativista do grupo Sex and Gender Education (Sage, na sigla em inglês), que faz campanha por direitos de pessoas com diferentes identidades sexuais.Norrie, de 48 anos, nasceu na Escócia e foi registrado como homem. Aos 23 anos, ele passou por um tratamento hormonal e cirurgias para mudar de sexo, e foi registrado na Austrália como mulher.No entanto, Norrie ficou insatisfeito com a mudança e interrompeu seu tratamento, preferindo denominar-se "neutro"."Gaiola" dos gêneros
"Esses conceitos de homem e mulher simplesmente não se encaixam no meu caso, eles não são a realidade e, se aplicados a mim, são fictícios", afirma Norrie em um artigo publicado no site The Scavenger na semana passada.Norrie assina seu nome como "norrie mAy-Welby", um trocadilho com "may well be", que em inglês significa "pode ser".Em e-mail à BBC Brasil, Norrie comemorou a decisão do governo australiano. "Liberdade da gaiola do gênero!", escreveu.Segundo a notícia publicada no The Scavenger, os médicos declararam em janeiro deste ano que não conseguiram determinar o sexo de Norrie - nem fisicamente nem em função do seu comportamento.A certidão de gênero não-específico foi dada de acordo com uma recomendação de 2009 de um relatório da Comissão de Direitos Humanos da Austrália, segundo o portal. A certidão foi publicada na capa do jornal australiano Sydney Morning Herald.Uma porta-voz da Procuradoria do governo da Austrália disse ao jornal que esta foi a primeira certidão do tipo.A porta-voz do Sage, Tracie O'Keefe, disse ao Scavenger que a decisão tem impacto importante na vida de pessoas que não se identificam nem como homens ou mulheres.Em entrevista ao jornal britânico Daily Telegraph, o porta-voz do grupo britânico Gender Trust, que ajuda pessoas com problemas de identidade sexual, saudou a decisão do governo de New South Wales.
"Esses conceitos de homem e mulher simplesmente não se encaixam no meu caso, eles não são a realidade e, se aplicados a mim, são fictícios", afirma Norrie em um artigo publicado no site The Scavenger na semana passada.Norrie assina seu nome como "norrie mAy-Welby", um trocadilho com "may well be", que em inglês significa "pode ser".Em e-mail à BBC Brasil, Norrie comemorou a decisão do governo australiano. "Liberdade da gaiola do gênero!", escreveu.Segundo a notícia publicada no The Scavenger, os médicos declararam em janeiro deste ano que não conseguiram determinar o sexo de Norrie - nem fisicamente nem em função do seu comportamento.A certidão de gênero não-específico foi dada de acordo com uma recomendação de 2009 de um relatório da Comissão de Direitos Humanos da Austrália, segundo o portal. A certidão foi publicada na capa do jornal australiano Sydney Morning Herald.Uma porta-voz da Procuradoria do governo da Austrália disse ao jornal que esta foi a primeira certidão do tipo.A porta-voz do Sage, Tracie O'Keefe, disse ao Scavenger que a decisão tem impacto importante na vida de pessoas que não se identificam nem como homens ou mulheres.Em entrevista ao jornal britânico Daily Telegraph, o porta-voz do grupo britânico Gender Trust, que ajuda pessoas com problemas de identidade sexual, saudou a decisão do governo de New South Wales.
quinta-feira, 11 de março de 2010
Isso e uma vergonha
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Divulgado na última semana, o relátorio anual do Grupo Gay da Bahia (GGB) apontou que 198 homossexuais em todo o país foram assassinados no ano de 2009. Segundo Luiz Mott, fundador do Grupo, os dados são obtidos através de pesquisas em jornais e mídia durante o ano.
"Estes números são apenas a ponta de um iceberg de sangue e ódio, pois não havendo estatísticas governamentais sobre esses crimes, nos baseamos em notícias de jornal e internet, uma amostra assumidamente subnotificada", afirmou Mott.
De acordo com o relatório, o Brasil teve 198 homossexuais no ano passado. Nove a mais que em 2008, com um aumento de 61% em relação a 2007 (122 mortos). Do total de 2009, 117 eram gays (59%), 72 travestis (37%) e o restante, nove, eram lésbicas (4%).
"O Brasil é o campeão mundial de crimes contra LGBT: um assassinato a cada dois dias, aproximadamente 200 crimes por ano, seguido do México com 35 homicídios e os Estados Unidos com 25", completou.
Entre os estados, Bahia e Paraná são campeões em homofobia com 25 homicídios cada um. Curitiba, cidade modelo de urbanidade, foi a metrópole brasileira onde mais homossexuais foram assassinados, 14 vítimas, seguida de Salvador com 11 homicídios.
Divulgado na última semana, o relátorio anual do Grupo Gay da Bahia (GGB) apontou que 198 homossexuais em todo o país foram assassinados no ano de 2009. Segundo Luiz Mott, fundador do Grupo, os dados são obtidos através de pesquisas em jornais e mídia durante o ano.
"Estes números são apenas a ponta de um iceberg de sangue e ódio, pois não havendo estatísticas governamentais sobre esses crimes, nos baseamos em notícias de jornal e internet, uma amostra assumidamente subnotificada", afirmou Mott.
De acordo com o relatório, o Brasil teve 198 homossexuais no ano passado. Nove a mais que em 2008, com um aumento de 61% em relação a 2007 (122 mortos). Do total de 2009, 117 eram gays (59%), 72 travestis (37%) e o restante, nove, eram lésbicas (4%).
"O Brasil é o campeão mundial de crimes contra LGBT: um assassinato a cada dois dias, aproximadamente 200 crimes por ano, seguido do México com 35 homicídios e os Estados Unidos com 25", completou.
Entre os estados, Bahia e Paraná são campeões em homofobia com 25 homicídios cada um. Curitiba, cidade modelo de urbanidade, foi a metrópole brasileira onde mais homossexuais foram assassinados, 14 vítimas, seguida de Salvador com 11 homicídios.
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